7.7.07

JL – “ O Globetrotter”

Ele é jogadores, ele é ligas com 18, ele é contratos de milhões. JL – “ O globetrotter” como gosto de lhe chamar vai surpreendendo a cada dia que passa. Muito pouco dado a comunicação com o mundo exterior, fechado no seu gabinete é para mim um terrível estratega pós-moderno. Uma mente brilhante que se perde ao longo de anos nesta vida errante de dirigente desportivo.

JL, senhor de mil virtudes, guerreiro comandante de um exército reduzido de fervorosas panteras, conquistador ( ai que senti um aperto no peito com esta alusão ao D. Afonso Henriques ) do primeiro campeonato do sec.XXI é aquilo a que podemos chamar a musa da “belly dance”.
Nada mais me ocorre que esta imagem arrepiante de ver o homem vestido de véus, com os seus óculos “avant guard” a menear a sua cintura desviando o corpo do impressionante ritmo de atuardas, dividas, hipotecas, letras e apitos que sistematicamente lhe lançam.
JL, resiste, finca pés, cerra dentes, levanta o olhar, dirige os braços ao céu, suspira e contra-ataca.
Não usa a palavra, não pega em armas nem rebate. NÃO – JL, qual alquimista ressuscitado da vasta família Hussein produz temíveis e homicidas comunicados que fazem tremer o mundo desportivo Português ( achei que seria pouco simpático chamar ao nosso futebol uma provinciana e patética aldeia ). No seu submundo de base terrorista, JL escreve linhas carregadas de “Polónio” que arrasa qualquer noticia, qualquer jornalista, qualquer jogador, qualquer presidente que ouse beliscar a integridade fiscal e financeira do seu clube.
É bravo este homem. Reconheço-lhe enormes dificuldades na sua gestão de nau em mar revolto crivada de furos que são muito mais que os dedos das mãos. Tapa um buraco, tapa o outro, depois o outro, mas sobram sempre dezenas de outros que continuam a jorrar água afundando lenta e dramaticamente a embarcação.
Mas fica um conselho – vá lá um aviso – JL não deve e não pode continuar a sua “política de esconderijo”. É feio não pagar, mas é mais feio negar o que se deve. Preferia um clube falido, mas honesto e prático ao assumir as suas dificuldades, a um clube falido mas desonesto que não reconhece para o exterior a terrível situação que atravessa.

Triste, muito triste o rumo pós Bessa XXI e pós euro 2004 que este clube tomou!

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